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Meditando o Evangelho de hoje

Evangelho de hoje + homilía (de 300 palavras)

Terça-feira da 7ª semana do Tempo Comum

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1ª Leitura (Si 2,1-11): Filho, se queres servir o Senhor, prepara a tua alma para a provação. Procura ter um coração recto e constante e não te perturbes no tempo da adversidade. Une-te ao Senhor e não te afastes d’Ele, para seres exaltado no fim da tua vida. Tudo aquilo que te aconteça, procura aceitá-lo, e nas dificuldades da tua humilde condição sê paciente. Porque o ouro prova-se no fogo e os homens eleitos na fornalha da humilhação.

Confia no Senhor e Ele cuidará de ti, segue o caminho recto e espera no Senhor. Vós que temeis o Senhor, confiai na sua misericórdia e não vos afasteis, para não cairdes. Vós que temeis o Senhor, confiai n’Ele e a recompensa não vos faltará. Vós que temeis o Senhor, esperai os seus benefícios, a alegria eterna e a sua misericórdia. Vós que temeis o Senhor, amai-O e iluminar-se-á o vosso coração. Considerai as antigas gerações e vede: Quem confiou no Senhor e ficou desiludido? Quem perseverou no seu temor e foi abandonado? Quem O invocou e não foi atendido? Porque o Senhor é compassivo e misericordioso, perdoa os pecados e salva no tempo da tribulação. Ele é o protector dos que O procuram de coração sincero.
Salmo Responsorial: 36
R/. Confia ao Senhor os teus caminhos e Ele te salvará.
Confia no Senhor e pratica o bem, possuirás a terra e viverás tranquilo. Põe no Senhor as tuas delícias e Ele satisfará os anseios do teu coração.

O Senhor conhece os dias dos bons e a herança deles será eterna. Não serão confundidos no tempo da adversidade e nos dias da fome serão saciados.

Afasta-te do mal e pratica o bem e permanecerás para sempre: porque o Senhor ama a justiça e não desampara os que Lhe são fiéis.

A salvação dos justos vem do Senhor, Ele é o seu refúgio no tempo da tribulação. O Senhor os ajuda e defende, porque n’Ele procuraram refúgio.
Versículo antes do Evangelho (Gal 6,14): Aleluia. Toda a minha glória está na cruz do Senhor, por quem o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo. Aleluia.
Evangelho (Mc 9,30-37): Partindo dali, Jesus e seus discípulos atravessavam a Galiléia, mas ele não queria que ninguém o soubesse. Ele ensinava seus discípulos e dizia-lhes: «O Filho do Homem vai ser entregue às mãos dos homens, e eles o matarão. Morto, porém, três dias depois ressuscitará». Mas eles não compreendiam o que lhes dizia e tinham medo de perguntar.

Chegaram a Cafarnaum. Estando em casa, Jesus perguntou-lhes: «Que discutíeis pelo caminho?». Eles, no entanto, ficaram calados, porque pelo caminho tinham discutido quem era o maior. Jesus sentou-se, chamou os Doze e lhes disse: «Se alguém quiser ser o primeiro, seja o último de todos, aquele que serve a todos!». Em seguida, pegou uma criança, colocou-a no meio deles e, abraçando-a, disse: «Quem acolher em meu nome uma destas crianças, estará acolhendo a mim mesmo. E quem me acolher, estará acolhendo, não a mim, mas Àquele que me enviou».

«O Filho do Homem vai ser entregue »

Rev. D. Jordi PASCUAL i Bancells (Salt, Girona, Espanha)

Hoje, o Evangelho traz-nos dois ensinamentos de Jesus que estão estreitamente ligados um ao outro. Por um lado, o Senhor ensina que «o matarão e ao terceiro dia ressuscitará» (Mc 9,31). É a vontade do Pai para Ele: por isso veio ao mundo; assim nos vai libertar da escravidão do pecado e da morte eterna; desta forma Jesus nos fará filhos de Deus. A entrega do Senhor até ao extremo de dar a sua vida por nós, mostra a infinidade do Amor de Deus: um Amor sem medida, um Amor que não se importa de se baixar até a loucura e ao escândalo da Cruz.

Parece aterrador ouvir a reação dos Apóstolos, ainda demasiado ocupados em se contemplarem a si próprios e esquecendo-se de aprenderem com o Mestre: «Não entendiam o que dizia» (Mc 9,32), pois pelo caminho iam discutindo qual deles seria o maior e, se por acaso lhes tocasse, não se atreviam a fazer-lhe nenhuma pergunta.

Com delicada paciência, Jesus acrescenta: devemos tornar-nos último e servidor de todos. Devemos acolher o simples e o pequeno, pois o Senhor quis identificar-se com eles. Devemos acolher a Jesus na nossa vida, pois assim abrimos as portas ao próprio Deus. É como um programa de vida para ir caminhando.

Assim o explica com toda clareza o Santo Cura de Ars, João Baptista, Mª Vianney: «Cada vez que podemos renunciar à nossa vontade para fazer a dos outros, sempre que esta não esteja contra a lei de Deus, conseguimos méritos que apenas Deus conhece». Jesus ensina-nos com as suas palavras, mas, sobretudo com as suas obras. Aqueles Apóstolos, num principio duros em aprender, depois da Cruz e da Ressurreição, seguirão as impressões do seu Senhor e do seu Deus. E, acompanhados por Maria Santíssima, se tornarão cada vez menores para que Jesus cresça neles e no mundo.