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Uma equipe de 200 sacerdotes te comentam o Evangelho do dia

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Dia Litúrgico: Domingo X (C) do Tempo Comum

Evangelho (Lc 7,11-17): Naquele tempo, Jesus foi a uma cidade chamada Naim. Os seus discípulos e uma grande multidão iam com ele. Quando chegou à porta da cidade, coincidiu que levavam um morto para enterrar, um filho único, cuja mãe era viúva. Uma grande multidão da cidade a acompanhava. Ao vê-la, o Senhor encheu-se de compaixão por ela e disse: «Não chores!». Aproximando-se, tocou no caixão, e os que o carregavam pararam. Ele ordenou: «Jovem, eu te digo, levanta-te!». O que estava morto sentou-se e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe. Todos ficaram tomados de temor e glorificavam a Deus dizendo: «Um grande profeta surgiu entre nós», e: «Deus veio visitar o seu povo». Esta notícia se espalhou por toda a Judeia e pela redondeza inteira.

«Não chores!»

Rev. D. Antoni CAROL i Hostench
(Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)

Hoje também gostaríamos enxugar todas as lágrimas deste mundo: «Não chores» (Lc 7,13). Os meios de comunicação nos mostram—hoje mais que nunca— as dores da humanidade. São tantas! Se pudéssemos, a tantos homens e mulheres lhes diríamos «levanta-te» (Lc 7,14). Mas…, não podemos, não podemos Senhor! Sai-nos da alma dizer: - Olha, Jesus, que nos vemos desbordados pela dor. Ajuda-nos!

Diante desta sensação de impotência, procuremos reagir com sentido sobrenatural e com sentido comum. Sentido sobrenatural, em primeiro lugar, para pormos imediatamente nas mão de Deus: não estamos sós, «Deus visitou seu povo» (Lc 7,16). A impotência é nossa, não Dele. A pior de todas as tragédias é a moderna pretensão de edificar um mundo sem Deus e, inclusive, às costas de Deus. Logo, é possível edificar “algo” sem Deus, mas a historia nos tem mostrado sobradamente que este “algo” é frequentemente inumano. Aprendamos de una vez por todas: «Sem mim não poderás fazer nada» (Jn 15,5).

Em segundo lugar, sentido comum: a dor não podemos eliminá-la. Todas as “revoluções” que nos têm prometido o paraíso nesta vida, acabou semeando a morte. E mesmo o hipotético caso (um impossível!) de que algum dia se poderá eliminar toda a dor, não deixaríamos de sermos mortais... (por certo, uma dor que só Cristo-Deus tem dado resposta real).

O espírito cristão é “realista” (não esconde a dor), e ao mesmo tempo “otimista”: podemos “gerenciar” a dor. Más, ainda: a dor é uma oportunidade para manifestar amor e para crescer no amor. Jesus Cristo – o “Deus abrangente” percorreu este caminho. Em palavras do Papa Francisco, “comover-se com (“mover-se com”), compadecer (“padecer”com”) do que está caído, são atitudes de quem sabe reconhecer no outro sua própria imagem [de fragilidade]. As feridas que cura no irmão são unguento para as próprias. A compaixão de converte em comunhão, em ponte estreita sobre os laços”.