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Dia Litúrgico: Quarta-feira de Cinza

Evangelho (Mt 6,1-6.16-18): «Cuidado! não pratiqueis vossa justiça na frente dos outros, só para serdes notados. De outra forma, não recebereis recompensa do vosso Pai que está nos céus. Por isso, quando deres esmola (…), quando orardes, (…), Quando jejuardes (…), que os outros não vejam que estás jejuando, mas somente teu Pai, que está no escondido. E o teu Pai, que vê no escondido, te dará a recompensa».

Quarta-feira de Cinza: começo da Quaresma

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje começamos a Quaresma com os ritos simbólicos próprios e exclusivos da Quarta de Cinza: 1. A procissão penitencial, que simboliza a peregrinação pessoal e comunitária de conversão e renovação espiritual; 2. A imposição da cinza, que significa o chamado a corresponder a sinceridade da alma, e a coerência das obras. A Quaresma é um tempo de purificação —tal como o manifesta sua cor litúrgica— e toda ela está orientada ao mistério da Redenção.

Como caminho de autêntica conversão e de preparação espiritual mais intensa para celebrar a Páscoa, a liturgia propõe-nos três práticas penitenciais que têm um grande valor para a tradição bíblica: a oração, o jejum e a esmola. Na realidade, a vida cristã toda é um combate sem pausa, no qual devemos usar essas três "armas".

—Morrer a se mesmo para viver em Deus é o itinerário ascético que todos os discípulos de Jesus estão chamados a percorrer com humildade e paciência, com generosidade e perseverança.

A Quaresma. A Esmola

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, contemplamos a Quaresma como um tempo privilegiado da peregrinação interior até Àquele que é a fonte da misericórdia. Uma das práticas quaresmais recomendadas é a esmola: representa uma maneira concreta de ajudar os necessitados e, ao mesmo tempo, um exercício ascético para libertar do apego aos bens terrenos.

A esmola ajuda-nos a vencer a tentação constante de servir a “dois senhores” (a Deus e ao dinheiro), e ensina-nos a socorrer o próximo nas suas necessidades e a compartilhar com os outros o que, por bondade divina, possuímos. A esmola evangélica não é simples filantropia, mas expressão concreta da caridade, a virtude teologal que exige a conversão interior ao amor de Deus e dos irmãos, à imitação de Jesus Cristo, que, morrendo na cruz, se entregou a si próprio por nós.

—A Quaresma incita-nos a seguir o exemplo da “viúva pobre”, cuja esmola não consistiu somente em dar o que possuía, mas o que era: toda a sua pessoa.

A Quaresma. O jejum

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, iniciando a Quaresma, consideramos os quarenta dias de jejum que o Senhor viveu no deserto antes de empreender sua missão pública. Igual que Moisés antes de receber as Tábuas da Lei, ou que Elias antes de se encontrar com o Senhor no monte Horeb, Jesus Cristo orando e fazendo jejum preparou a sua missão, cujo inicio foi um forte enfrentamento com o tentador.

As Sagradas Escrituras e toda a tradição cristã ensinam que o jejum é uma grande ajuda para evitar o pecado e tudo o que induz a ele. Pois o pecado nos oprime a todos, nos oferece o jejum como um meio para recuperar a amizade com o Senhor. No Novo Testamento, Jesus —prevenindo a hipocrisia de alguns fariseus— indica a razão profunda do jejum: comer o “alimento verdadeiro”, que é fazer a vontade do Pai. Em último término, se trataria de jejuar de nossa própria vontade.

—Com o jejum, Senhor, desejo me someter humildemente a ti, confiando na tua bondade e misericórdia.