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Evangelho de hoje + explicação teológica breve

Terça-feira da 18ª semana do Tempo Comum
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Evangelho (Mt 15,1-2.10-14): Naquele tempo, alguns fariseus e mestres da Lei, vindos de Jerusalém, aproximaram-se de Jesus, e perguntaram: "Por que os teus discípulos não observam a tradição dos antigos? Pois não lavam as mãos quando comem o pão!"

Jesus chamou a multidão para perto de si e disse: "Escutai e compreendei. Não é o que entra pela boca que torna o homem impuro, mas o que sai da boca, isso é que torna o homem impuro". Então os discípulos se aproximaram e disseram a Jesus: "Sabes que os fariseus ficaram escandalizados ao ouvir as tuas palavras?" Jesus respondeu: "Toda planta que não foi plantada pelo meu Pai celeste será arrancada. Deixai-os! São cegos guiando cegos. Ora, se um cego guia outro cego, os dois cairão no buraco".

Jesus, o intérprete profético da “Lei de Moisés”

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI) (Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje Jesus Cristo denuncia os escribas e fariseus por aferrar-se sem prudência às "tradições dos antepassados". Jesus não é um rebelde nem um liberal, Ele é intérprete profético a Lei de Moisés: Não a suprime, e sim lhe dá cumprimento, exigindo una razoável responsabilidade moral (porque as leis não são boas por ser, simplesmente, tradição). Isaías e outros profetas já haviam formulado a mesma denúncia.

No interior da "Torá" distinguimos: 1) um "direito casuístico", adequado para o Israel histórico, mas susceptível à mudança; 2) os "princípios essenciais" do dereito divino mesmo, com os que as normas práticas —de Israel e de todos os povos— devem confrontar-se, desenvolver-se e corrigir-se. Jesus não faz nada estranho quando contrapõem as normas casuísticas práticas desenvolvidas na "Torá" à total vontade de Deus como a "maior justiça" que cabe esperar dos filhos de Deus.

—Jesus, como o "Escolhido", como o profeta que está com Deus mesmo "cara a cara", pede o cumprimento mais pleno da "Torá".