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Jesus nos Mistérios do Rosário

Mistérios de Glória
  1. A Ressurreição do Senhor
    1. «Meu Senhor e meu Deus!»

4º) «Contaram [as mulheres] tudo isto aos onze e a todos os restantes (…). E as suas palavras pareceram-lhes um desvario, e não acreditaram nelas» (Lc 24,9.11). Aqui estão os “científicos”! Estão dispostos a aceitar só o que podem tocar. E, contudo, estando as portas fechadas (o Ressuscitado já não precisa de que lhe abram as portas), Jesus apresentou-se no meio deles: «A paz esteja convosco» (Lc 24,37). Contrariamente ao que aconteceu com as santas mulheres, aqui Jesus Cristo teve que se esforçar bem para que “O vissem”: mostrou-lhes os principais sinais da sua identidade - mãos e pés perfurados -. Mais ainda: «Tocai-me» (Lc 24,39). E ainda mais: comeu diante deles (Ele já não precisa de comer, mas pode fazê-lo porque o seu corpo ressuscitado é um corpo real).

As mulheres tinham-se posto a caminho - apesar de não pensarem encontrar um Ressuscitado—; eles ficaram fechados em casa (como numa espécie de encontro fúnebre): atitudes muito diferentes, com resultados também muito diferentes! Elas “vêem-no imediatamente”; eles não “O vêem” senão depois de Jesus lhes oferecer muitas provas (para ampliar: «Maria Madalena foi anunciar o fato aos seguidores de Jesus, não acreditaram»).

 

 

5º) «Se não meter o meu dedo nesse sinal dos pregos e a minha mão no seu peito, não acredito» (Jo 20,25). Palavras de Tomé, que «não estava com eles quando Jesus veio» (Jo 20,24) e a quem contaram que tinham visto o Senhor. Duras palavras, as do “científico”! Será que Jesus-Ressuscitado as merece? É esse o modo de “ver” o Ressuscitado?

A paciência de Deus é inesgotável… Passados oito dias estavam todos juntos, e com Tomé! De novo, estando as portas fechadas (insiste o Evangelho) apresenta-se Jesus no meio deles. Depois de lhes desejar a paz, «disse a Tomé: - Chega cá o teu dedo e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e põe-na no meu peito, e não sejas incrédulo mas crente» (Jo 20,27). Não sabemos se Tomé se atreveu a “tocar” no Ressuscitado; de qualquer modo, a sua reacção tem alimentado muitos corações crentes de todos os séculos: «Meu Senhor e meu Deus!» (Jo 20,28) (para ampliar: A fé).

 

6º) «Porque me viste, acreditaste; felizes os que crêem sem terem visto» (Jo 20,29). Aqui aparece claramente “como” se consegue ver o Ressuscitado: com atitude “crente”. A alguns isto soa-lhes a pouco. Mas, podia ser de outra maneira? Pensemos bem: quem e o que é Jesus Cristo? É Deus e é Homem-Ressuscitado (para ampliar: Jesus entrou em uma vida nova e diferente).

Como Deus: vamos imaginar que - infinitamente superior a nós - actue como uma actriz chamando a atenção ou como um político demonstrando que está aí para ganhar? A aproximação “científica” a Deus pressupõe a pretensão de rebaixar Deus ao nível de qualquer ser material (com peso e medida). É esse o Deus que queremos?

E como Homem-Ressuscitado, percebemos bem o que significa “ressuscitado”? O seu corpo foi “glorificado”. A ressurreição de Jesus é muito superior à “ressurreição” de Lázaro. Podemos dizer que Lázaro foi “re-animado” (pela força de Deus): na verdade, Jesus mandou desatar Lázaro para que pudesse caminhar (estava enfaixado, amortalhado e isso impedia-o de se movimentar). Quanto a Jesus Cristo acontece precisamente o contrário: S. João - quando chegou ao sepulcro – inclinou-se para observar, «viu e acreditou» (Jo 20,8). Que viu? Não viu Jesus! (naquele momento), viu a mortalha sem ser revolvida (intacta) mas, ao mesmo tempo, sem o “conteúdo” (sem o “defunto”). Para o roubar tinham de levar tudo ou, pelo menos, cortar ou desfazer a mortalha. Porém, não foi o que aconteceu, ali estava tudo intacto (a mortalha) mas o conteúdo não estava lá. «Viu e acreditou» (para ampliar: A ressurreição de Jesus: um tipo de vida totalmente novo).

 

É justo que João ocupe um lugar especial entre os Apóstolos: ele é «o discípulo que Jesus amava» (João é mencionado assim 7 vezes); tinha estado - acompanhando as mulheres - no Calvário; saiu a correr do cenáculo até ao sepulcro quando ouviu o testemunho das mulheres… Surpreendente paralelo entre João e as mulheres!: elas metem-se a caminho e “vêem” Jesus; João mete-se a caminho e “vê” Jesus…