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Meditando o Evangelho de hoje
Evangelho de hoje + homilía (de 300 palavras)
Ora, a serpente era o mais astucioso de todos os animais dos campos que o Senhor Deus tinha feito. Ela disse à mulher: «É verdade que Deus vos disse: ‘Não podeis comer o fruto de nenhuma árvore do jardim’?». A mulher respondeu: «Podemos comer o fruto das árvores do jardim; mas, quanto ao fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus avisou-nos: ‘Não podeis comer dele nem tocar-lhe, senão morrereis’». A serpente replicou à mulher: «De maneira nenhuma! Não morrereis. Mas Deus sabe que, no dia em que o comerdes, abrir-se-ão os vossos olhos e sereis como deuses, ficando a conhecer o bem e o mal».
A mulher viu então que o fruto da árvore era bom para comer e agradável à vista, e precioso para esclarecer a inteligência. Colheu fruto da árvore e comeu; depois deu-o ao marido, que comeu juntamente com ela. Abriram-se então os seus olhos e compreenderam que estavam despidos. Por isso, entrelaçaram folhas de figueira e cingiram os rins com elas.
Porque eu reconheço os meus pecados e tenho sempre diante de mim as minhas culpas. Pequei contra Vós, só contra Vós, e fiz o mal diante dos vossos olhos.
Criai em mim, ó Deus, um coração puro e fazei nascer dentro de mim um espírito firme. Não queirais repelir-me da vossa presença e não retireis de mim o vosso espírito de santidade.
Dai-me de novo a alegria da vossa salvação e sustentai-me com espírito generoso. Abri, Senhor, os meus lábios e a minha boca cantará o vosso louvor.
Mas o dom gratuito não é como a falta. Se pelo pecado de um só todos ¬¬¬pereceram, com muito mais razão a graça de Deus, dom contido na graça de um só homem, Jesus Cristo, se concedeu com abundância a todos os homens. E esse dom não é como o pecado de um só: o julgamento que resultou desse único pecado levou à condenação, ao passo que o dom gratuito, que veio depois de muitas faltas, leva à justificação. Se a morte reinou pelo pecado de um só homem, com muito mais razão, aqueles que recebem com abundância a graça e o dom da justiça, reinarão na vida por meio de um só, Jesus Cristo.
Porque, assim como pelo pecado de um só, veio para todos os homens a condenação, assim também, pela obra de justiça de um só, virá para todos a justificação que dá a vida. De facto, como pela desobediência de um só homem, todos se tornaram pecadores, assim também, pela obediência de um só, todos se tornarão justos.
Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o no ponto mais alto do templo e disse-lhe: «Se és Filho de Deus, joga-te daqui abaixo! Pois está escrito: ‘Ele dará ordens a seus anjos a teu respeito, e eles te carregarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra’». Jesus lhe respondeu: «Também está escrito: ‘Não porás à prova o Senhor teu Deus’!».
O diabo o levou ainda para uma montanha muito alta. Mostrou-lhe todos os reinos do mundo e sua riqueza, e lhe disse: «Eu te darei tudo isso, se caíres de joelhos para me adorar». Jesus lhe disse: «Vai embora, Satanás, pois está escrito: ‘Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a ele prestarás culto’». Por fim, o diabo o deixou, e os anjos se aproximaram para servi-lo.
«Jesus foi conduzido ao deserto pelo Espírito, para ser posto à prova pelo diabo»
P. Byron CADMEN (Santo Domingo, Equador)Hoje, irmãos, o Evangelho leva-nos ao deserto: «Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo diabo» (Mt 4,1). Não é um passeio espiritual; é o lugar onde se desmascaram as nossas dependências. O tentador começa pelo essencial: «Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães» (Mt 4,3). A proposta parece razoável: resolver a necessidade imediatamente. Mas Jesus responde com uma liberdade que nasce da confiança: «Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus» (Mt 4,4).
A segunda tentação é mais subtil: procurar Deus como espetáculo, obrigando-O a provar-Se. Também a nós nos tenta uma “fé de provas”: se me respondes, acredito; se não, fecho-me. Jesus não negocia com o Pai nem manipula o sagrado.
E, quando chega a terceira tentação (poder, controlo, sucesso…), o Senhor corta pela raiz: «Vai-te, Satanás» (Mt 4,10), e fixa o centro da vida: «Ao Senhor teu Deus adorarás e só a Ele prestarás culto». Esta frase é remédio para uma cultura que nos empurra a viver para o aplauso, o consumo e a autossuficiência.
Esta Quaresma não é para suportar quarenta dias, mas para aprender a liberdade de Jesus. Jejua para que o teu coração deixe de obedecer ao imediato. Reza para escutar a Palavra que te sustenta. E, se te descobrires inquieto, recorda Santo Agostinho: «Inquieto está o nosso coração enquanto não repousa em Ti». Como disse o Papa Leão XIV: «Deus nos ama, Deus vos ama a todos, e o mal não prevalecerá!».
O Evangelho termina com uma promessa: «Então o diabo deixou-O. E eis que se aproximaram anjos e O serviam» (Mt 4,11). Caminhemos sem medo: o deserto não é a última palavra; é o caminho para uma adoração mais pura que nos torna livres.
Pensamentos para o Evangelho de hoje
«Jesus no deserto derrotou o seu adversário com as palavras da Lei, não com o vigor da o braço dele. Ele venceu para que sejamos vencedores da mesma forma" (São Leão Magno)
«Não podemos sustentar uma espiritualidade que se esquece do Deus todo-poderoso e criador. Caso contrário, acabaríamos adorando outros poderes do mundo, ou nos colocaríamos no lugar do Senhor, a ponto de tentar pisar na realidade por Ele criada sem conhecer limites" (Francisco)
«Jesus é o novo Adão que permaneceu fiel onde o primeiro sucumbiu à tentação. Jesus cumpriu perfeitamente a vocação de Israel: ao contrário daqueles que antes provocaram Deus durante quarenta anos no deserto (cf. Sl 95,10), Cristo revela-se como o Servo de Deus totalmente obediente à vontade divina. Nisso Jesus é vencedor do diabo; Ele 'amarrou o homem forte' para despojá-lo do que ele havia se apropriado(Mc 3.27). A vitória de Jesus no deserto sobre o Tentador é uma antecipação da vitória da Paixão. Obediência suprema do seu amor filial ao Pai" (Catecismo da Igreja Católica, n.539)
Outros comentários
«Jesus foi conduzido ao deserto pelo Espírito, para ser posto à prova pelo diabo»
Mn. Antoni BALLESTER i Díaz (Camarasa, Lleida, Espanha)Hoje celebramos o primeiro domingo de Quaresma e, este tempo litúrgico “forte” é um caminho espiritual que nos leva a participar do grande mistério da morte e da ressurreição de Cristo. Diz o Papa João Paulo II: que «em cada ano a Quaresma nos propõe um tempo para intensificar a nossa oração e a penitência, e abrir o nosso coração à acolhida dócil da vontade divina. A Quaresma convida-nos a percorrer um itinerário espiritual que nos prepara para reviver o grande mistério da morte e ressurreição de Jesus Cristo, primeiro por médio da escuta constante da Palavra de Deus e a pratica mais intensa da mortificação, graças à qual podemos ajudar com maior generosidade ao próximo necessitado».
A Quaresma e o Evangelho de hoje nos ensinam que a vida é um caminho que nos deve levar ao céu. Mas, para poder merecê-lo, devemos ser provados pelas tentações. «Jesus foi conduzido ao deserto pelo Espírito, para ser posto à prova pelo diabo» (Mt 4,1). Jesus quis ensinar-nos, ao permitir ser tentado, como devemos lutar e vencer as nossas tentações: com a confiança em Deus e a oração, com a graça divina e a fortaleza.
As tentações podem se descrever como os “inimigos da alma”. Em concreto, resumem-se e concretam-se em três aspectos: À primeira vista, “o mundo”: «manda que estas pedras se transformem em pães» (Mt 4,3). Supõe viver só para possuir bens.
À segunda vista, “o demônio”: «se caíres de joelhos para me adorar (...)» (Mt 4,9). Manifesta-se na ambição de poder.
E, finalmente, “a carne”: «joga-te daqui abaixo» (Mt 4,6) o que significa pôr a confiança no Corpo. Tudo isso o expressa Santo Tomas de Aquino dizendo que «a causa das tentações são as causas das concupiscências: o deleite da carne, o afão da glória, e a ambição de poder.