Uma equipe de 222 sacerdotes te comentam o Evangelho do dia
222 sacerdotes te comentam o Evangelho do dia
Meditando o Evangelho de hoje
Evangelho de hoje + homilía (de 300 palavras)
Um dia, chegou Eliseu e recolheu-se ao quarto para descansar. Depois perguntou ao seu servo Giezi: «Que podemos fazer por esta senhora?». Giezi respondeu: «Na verdade, ela não tem filhos e o seu marido é de idade avançada». «Chama-a» – disse Eliseu. O servo foi chamá-la e ela apareceu à porta. Disse-lhe o profeta: «No próximo ano, por esta época, terás um filho nos braços».
Feliz do povo que sabe aclamar-Vos e caminha, Senhor, à luz do vosso rosto. Todos os dias aclama o vosso nome e se gloria com a vossa justiça.
Vós sois a sua força, com o vosso favor se exalta a nossa valentia. Do Senhor é o nosso escudo e do Santo de Israel o nosso rei.
»Quem vos recebe, é a mim que está recebendo; e quem me recebe, está recebendo aquele que me enviou.Quem receber um profeta por ele ser profeta, terá uma recompensa de profeta. Quem receber um justo por ele ser justo, terá uma recompensa de justo. E quem der, ainda que seja apenas um copo de água fresca, a um desses pequenos, por ser meu discípulo, em verdade vos digo: não ficará sem receber sua recompense».
«Quem ama pai ou mãe mais do que a mim, não é digno de mim»
P. Benedito CAPITANGO (Luanda, Angola)Hoje, o Evangelho coloca-nos diante de uma verdade decisiva: Cristo não quer ocupar apenas um lugar na nossa vida; quer ser o centro da nossa vida. Por isso diz: «Quem ama pai ou mãe mais do que a mim, não é digno de mim» (Mt 10,37). Jesus não veio para ser mais um interesse entre muitos outros, nem uma referência ocasional em determinados momentos da existência.
Da mesma forma, não aceita ser um simples complemento da nossa vida, porque Ele é o seu fundamento, o seu sentido e o seu destino. Assim, o verdadeiro discípulo não organiza Cristo em função da sua vida; organiza a sua vida em função de Cristo. E, noutro lugar, acrescenta: «Que adianta a alguém ganhar o mundo inteiro, se perde a própria vida?» (Mt 16,26).
A cruz que cada discípulo deve tomar (cf. Mt 10,38) representa o próprio caminho de Cristo. Tomar a cruz não significa procurar o sofrimento, mas permanecer fiel ao Senhor quando viver o Evangelho tem um preço. Quem segue Cristo já caminha pela estrada que conduz à Ressurreição. Com isto, Jesus ensina-nos que o amor autêntico tem uma ordem justa: não se trata de amar menos a família, mas de amar todos a partir de Deus e em Deus. Dizia Santo Agostinho de Hipona: «Ama e faz o que quiseres». Quando Deus ocupa o primeiro lugar, tudo o resto encontra a sua justa medida. Além disso, Cristo não nos manda abandonar os nossos, mas preferir a verdade de Deus quando os afetos humanos pretendem afastar-nos dela.
O Senhor conclui com uma promessa: «Quem der, ainda que seja apenas um copo de água fresca, a um desses pequenos, não ficará sem receber sua recompense» (Mt 10,42). Nada do que fazemos por Cristo ficará esquecido. No juízo final, não contará quem acumulou mais bens, mas quem mais amou. Por isso ressoa com força o ensinamento do Papa Leão XIV no início do seu pontificado: «Esta é a hora do amor! A caridade de Deus, que faz de nós irmãos, é o coração do Evangelho». Que o Senhor nos conceda um coração livre para O amar acima de todas as coisas. Ámen.
Pensamentos para o Evangelho de hoje
«Através de dores e feridas e favores, Deus forma os seus filhos para a vida eterna» (S. Gregório Magno)
«Hoje, muitas vezes, experimentamos que a nossa fé é posta à prova pelo mundo, sendo-nos pedido de muitíssimas maneiras para condescender no referente à fé, diluir as exigências radicais do Evangelho e conformar-nos com o espírito do tempo. Mas os mártires chamam-nos a colocar Cristo acima de tudo» (Francisco)
«(...) Hão-de convencer-se de que a primeira vocação do cristão é seguir Jesus (cf. Mt 16,25) (...)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.232)
Outros comentários
«Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim. Quem vos recebe, é a mim que está recebendo»
P. Antoni POU OSB Monje de Montserrat (Montserrat, Barcelona, Espanha)Hoje, ao escutar da boca de Jesus: « Quem ama pai ou mãe mais do que a mim, não é digno de mim. E quem ama filho ou filha mais do que a mim não é digno de mim. » (Mt 10,37) ficamos desconcertados. Agora bem, ao aprofundar um pouco mais, notamos a lição que o Senhor quer transmitir-nos: para o cristianismo, o único absoluto é Deus e seu Reino. Cada qual deve descobrir sua vocação —possivelmente esta é a tarefa mais delicada de todas— e segui-la fielmente. Se um cristão ou cristã têm vocação matrimonial, devem levar a cabo sua vocação consiste em amar a sua família tal como Cristo ama a Igreja.
A vocação à vida religiosa ou ao sacerdócio pede não antepor os vínculos familiares aos da fé, se com isto não faltamos aos requisitos básicos da caridade cristã. Os vínculos familiares não podem escravizar e afogar a vocação à que somos chamados. Detrás da palavra “amor” pode esconder-se um desejo possessivo do outro que lhe tira a liberdade para desenvolver sua vida humana e cristã; ou o medo a sair do ninho familiar e enfrentar-se às exigências da vida e da chamada de Jesus a segui-lo. É esta deformação do amor a que Jesus nos pede transformar em um amor gratuito e generoso, porque, como disse santo Agustín: «Cristo veio a transformar o amor».
O amor e a acolhida sempre será o núcleo da vida cristã, para todos e, sobretudo, aos membros de nossa família, porque habitualmente são os mais próximos e constituem também o “próximo” que Jesus nos pede amar. Na acolhida aos demais está sempre à acolhida a Cristo: «Quem vos recebe,também a mim me recebe» (Mt 11,40). Devemos ver, pois, a Cristo naqueles a quem servimos, e reconhecer igualmente a Cristo servidor em quem nos servem.
Informação sobre a gestão dos donativos junho 2026
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