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Meditando o Evangelho de hoje

Evangelho de hoje + homilía (de 300 palavras)

Segunda-Feira depois da Epifania

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1ª Leitura (1Jo 3,22—4,6): Caríssimos: Nós recebemos de Deus tudo o que Lhe pedirmos, porque cumprimos os seus mandamentos e fazemos o que Lhe é agradável. É este o seu mandamento: acreditar no nome de seu Filho, Jesus Cristo, e amar-nos uns aos outros, como Ele nos mandou. Quem observa os seus mandamentos permanece em Deus e Deus nele. E sabemos que permanece em nós pelo Espírito que nos concedeu.

Caríssimos, não deis crédito a qualquer espírito, mas examinai os espíritos para ver se são de Deus, porque surgiram no mundo muitos falsos profetas. Nisto conhecereis o espírito de Deus: todo o espírito que confessa a Jesus Cristo feito homem é de Deus; e todo o espírito que não confessa a Jesus não é de Deus. Este é o espírito do Anticristo, do qual ouvistes dizer que havia de vir e agora já está no mundo.

Vós, meus filhos, sois de Deus e já os vencestes, porque Aquele que está no meio de vós é maior do que aquele que está no mundo. Eles são do mundo; por isso falam a linguagem do mundo e o mundo escuta-os. Nós somos de Deus e quem conhece a Deus escuta-nos; quem não é de Deus não nos escuta. Nisto distinguimos o espírito da verdade e o espírito do erro.
Salmo Responsorial: 2
R/. Eu te darei os povos em herança.
Vou proclamar o decreto do Senhor. Ele disse-me: ‘Tu és meu filho, Eu hoje te gerei. Pede-me e te darei as nações em herança e os confins da terra para teu domínio’.

Agora, ó reis, tomai sentido, atendei, vós que julgais a terra. Servi o Senhor com temor, aclamai-O com reverência.
Versículo antes do Evangelho (Mt 4,23): Aleluia. Jesus proclamava o Evangelho do reino e curava todas as doenças entre o povo. Aleluia.
Evangelho (Mt 4,12-17.23-25): Quando soube que João tinha sido preso, Jesus retirou-se para a Galiléia. Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, às margens do mar da Galiléia, no território de Zabulon e de Neftali, para cumprir-se o que foi dito pelo profeta Isaías: «Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região além do Jordão, Galiléia, entregue às nações pagãs! O povo que ficava nas trevas viu uma grande luz, para os habitantes da região sombria da morte uma luz surgiu».

Daí em diante, Jesus começou a anunciar: «Convertei-vos, pois o Reino dos Céus está próximo». Jesus percorria toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, anunciando a Boa Nova do Reino e curando toda espécie de doença e enfermidade do povo. Sua fama também se espalhou por toda a Síria. Levaram-lhe todos os doentes, sofrendo de diversas enfermidades e tormentos: possessos, epiléticos e paralíticos. E ele os curava. Grandes multidões o acompanhavam, vindas da Galiléia, da Decápole, de Jerusalém, da Judéia e da região do outro lado do Jordão».

«O Reino dos Céus está próximo»

Rev. D. Jordi CASTELLET i Sala (Sant Hipòlit de Voltregà, Barcelona, Espanha)

Hoje, por assim di-lo, recomeçamos. «O povo que ficava nas trevas viu uma grande luz, para os habitantes da região sombria da morte uma luz surgiu» (Mt 4,16), nos diz o profeta Isaías, citado neste Evangelho de hoje e, que nos remete ao que escutávamos na Noite de Natal. Voltamos a começar, temos uma nova oportunidade. O tempo é novo, a ocasião o merece, deixemos —humildemente— que o Pai ingresse na nossa vida.

Hoje começa o tempo em que Deus dá-nos uma vez mais seu tempo para que o santifiquemos, para que estejamos perto Dele e, façamos de nossa vida um serviço de face aos outros. O Natal acaba-se, o fará o domingo próximo —se Deus quiser— com a festa do Batismo do Senhor e, com ela dá-se a pistolada de saída para o novo ano, para o tempo comum —tal como dizemos na liturgia cristã— para viver in extenso o mistério do Natal. A Encarnação do Verbo nos visitou nestes dias e, semeou nos nossos corações, de maneira infalível, sua Graça salvadora que nos encaminha, novamente até o Reino do Céu, o Reino de Deus que Cristo veio inaugurar entre nós, graças a sua ação e compromisso no seio da humanidade.

Por isso, disse São Leão Magno que «a providência e misericórdia de Deus que já tinha pensado ajudar —nos tempos recentes— ao mundo que se afundava, determinou a salvação de todos os povos por meio de Cristo».

Agora é o tempo favorável. Não pensemos que Deus atuava mais antes do que agora, que era mais fácil acreditar sob a existência de Jesus —fisicamente, quero dizer— já que agora não o vemos tal como ele é. Os sacramentos da Igreja e a oração comunitária dão-nos o perdão e a paz e a oportunidade de participar, novamente, na obra de Deus no mundo, através de nosso trabalho, estudo, família, amigos, divertimento ou convivência com os irmãos. Que o Senhor, fonte de todo dom e de todo bem, nos o faça possível!