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Meditando o Evangelho de hoje

Evangelho de hoje + homilía (de 300 palavras)

18 de novembro: São Odão, Abade de Clúnia
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Evangelho (Lc 12,35-40): Naquele tempo, o Senhor disse aos seus discípulos: «Ficai de prontidão, com o cinto amarrado e as lâmpadas acesas. Sede como pessoas que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrir a porta, logo que ele chegar e bater. Felizes os servos que o Senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade, vos digo: ele mesmo vai arregaçar sua veste, os fará sentar à mesa e passará para servi-los. E caso ele chegue pela meia-noite ou já perto da madrugada, felizes serão, se assim os encontrar!

Ficai certos: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, não deixaria que fosse arrombada sua casa. Vós também ficai preparados! Pois na hora em que menos pensais, virá o Filho do Homem».

«Sede como pessoas que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento»

Rev. D. Antoni CAROL i Hostench (Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)

Hoje somos interpelados pela advertência de Jesus: «Estejam cingidos os vossos rins e acesas as vossas lâmpadas» (Lc 12,35). Esta exortação à vigilância percorre todo o Evangelho: não se trata de viver numa tensão angustiada, mas numa disponibilidade amorosa. de Clúnia (c. 878/879 – 942), abade e reformador, compreendeu esta palavra como um projeto de vida: cingir-se é ordenar o coração; acender a lâmpada é deixar que a oração alimente a luz interior.

Para Odão, a vigilância nasce do desejo. Não é o medo do castigo que mantém desperto o servo fiel, mas a alegria de esperar o regresso do Senhor. Na vida cluniacense, a liturgia — celebrada com cuidado e perseverança — era escola desta espera: cada salmo, cada noite de vigília, afinava o ouvido para reconhecer os passos do «Esposo». Por isso, Odão exortava os seus monges a não adormecerem na rotina, considerando que o tempo presente é frágil e que é maravilhoso dedicá-lo a Deus.

Jesus acrescenta uma promessa surpreendente: o Senhor que volta cingir-se-á e servirá os seus servos. Aqui resplandece a espiritualidade de Odão: o abade não se colocou acima, mas no meio, como pai que serve. Reformar não foi para ele impor cargas, mas reavivar a caridade. Assim, a vigilância torna-se concreta: cuidar da vida comum, sustentar o fraco, perseverar quando parece que «o senhor tarda».

O Evangelho adverte também contra a falsa segurança. Não sabemos a hora! Odão, consciente da instabilidade humana e social do seu tempo, insistia em viver cada dia como oferta. Não uma fuga do mundo, mas um modo de o habitar com o coração ancorado em Deus. A lâmpada acesa é uma vida unificada, sem duplicidades.

Nas palavras do Papa Leão XIV, «a vigilância cristã não é ansiedade pelo amanhã, mas fidelidade hoje; é manter o azeite da esperança para que a fé não se apague». À luz de São Odão, o Evangelho convida-nos a uma vigilância que canta, reza e serve.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

  • «Não é o lugar que santifica o homem, mas o homem que santifica o lugar com a sua fé» (São Odão, Abade de Clúnia)

  • «São Odão de Cluny foi um verdadeiro guia espiritual tanto para os monges como para os fiéis do seu tempo. Diante do “grande número de vícios” difundidos na sociedade, o remédio que ele propunha com decisão era uma mudança radical de vida, fundada na humildade, na austeridade, no desapego das coisas efêmeras e na adesão às eternas» (Bento XVI)

  • «(…) A vigilância do coração é recordada com insistência (…). A vigilância é “guarda do coração”, e Jesus pede ao Pai que “nos guarde em seu Nome” (Jo 17,11). O Espírito Santo procura despertar-nos continuamente para esta vigilância. Este pedido adquire todo o seu sentido dramático quando se refere à tentação final do nosso combate na terra; pede a perseverança final (…)» (Catecismo da Igreja Católica, 2.849)