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Dia Litúrgico: 4 de Outubro: São Francisco de Assis

Evangelho (Mt 11,25-30): Naquele tempo, Jesus pronunciou estas palavras: «Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos. Sim, Pai, eu te bendigo, porque assim foi do teu agrado. Todas as coisas me foram dadas por meu Pai; ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho quiser revelá-lo.

«Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviaremos. Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve».

«Revelaste aos pequenos»

Fray Josep Mª MASSANA i Mola OFM
(Barcelona, Espanha)

Hoje, festa de São Francisco de Assis, o Evangelho começa com uma breve oração de Jesus; continua com uma lição de vida trinitária, e acaba com um convite. As três coisas produzem o retrato espiritual do Santo que festejamos.

Na oração, Jesus enaltece o Pai porque se revela aos simples e aos humildes: «Revelaste aos pequenos (…)» (Mt 11,25). Deus revela-lhes a profundidade da sua vida trinitária: «Ninguém conhece o Filho, senão o Pai (…)» (Mt 11,27). Conhecer o Pai e o Filho com a Mente que é o Espírito Santo! Ele é que conhece a profundidade de Deus! Recordemos que o verbo “conhecer” na Bíblia significa amar e ser amado, dar-se e possuir. Este “Conhecimento” mútuo do Pai e do Filho é o próprio Espírito; de modo semelhante, também podemos dizer que o Espírito Santo é o Amor, a Unidade, o Alento, a Língua… do Pai e do Filho.

O Santo de Assis caracteriza-se pela humildade e pela simplicidade; a sua humildade converte-o em terreno propício para receber esta revelação do mistério trinitário. Com efeito, os seus escritos e as biografias primitivas assinalam nele uma profunda experiência do mistério da vida trinitária. Deus Trindade dá-se-lhe a “conhecer” e ele é conhecido por Deus.

O convite final de Jesus é o apogeu de tudo: «Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei» (Mt 11,28). Jesus é benévolo e humilde de coração; por isso é o repouso dos humildes, e também de todos os que estamos abatidos porque não o somos suficientemente. Em Jesus aprendemos a humildade: «Aprendei de mim» (Mt 11,29).

O Papa Francisco não tem só o nome deste Santo, mas também a sua simplicidade e humildade, como vemos nos seus gestos e palavras. Ânimo! Temos perante nós o maior exemplo: Jesus Cristo. E, depois d’Ele, São Francisco e o Papa.

«Estas coisas (…) as revelaste aos pequenos»

Fray Valentí SERRA i Fornell
(Barcelona, Espanha)

Hoje, escutamos umas palavras comoventes e cativantes que Jesus pronunciou num momento de grande exaltação espiritual: «Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos» (Mt 11,25). Podíamos dizer que são o seu "magnificat" de acção de graças. A Igreja tem a alegria de as escutar todos os anos na festa de São Francisco, o pobrezinho de Assis (+1226), homem simples de coração e loucamente enamorado de Cristo e do seu Evangelho.

Através deste texto evangélico, somos convidados a voltar a uma vida cristã configurada pela pobreza e a simplicidade do coração - a infância - tal como o fez S. Francisco de Assis. Ele soube penetrar admiravelmente na Palavra da vida até encontrar o mais nuclear e essencial da revelação cristã, precisamente, nesta "manifestação aos simples".

Vivemos imersos num mundo e numa cultura que difundem a arrogante autossuficiência, como se não devêssemos nada a ninguém, como se não tivéssemos necessidade de salvação. Neste sentido, tornamo-nos frequentemente ridículos aos olhos de Deus. Por isso, são particularmente oportunas e plenamente actuais as palavras de S. Francisco no seu Cântico das criaturas: «Louvado sejas, meu Senhor, por todas as Tuas criaturas (…). Servi-O com ternura e humilde coração, agradecei os seus dons, cantai a sua criação. Todas as criaturas, louvai o meu Senhor. Ámen».

Hoje, comemoramos a morte de S. Francisco. A sua morte foi o momento fundamental da sua libertação. Com efeito, foi enquanto se associava plenamente ao mistério da morte e da ressurreição de Cristo que dirigiu aos seus irmãos, a modo de testamento e de desafio, as seguintes palavras: «Eu já cumpri a minha parte; que Cristo vos ensine a sua. Comecemos, irmãos!». Sim, comecemos, irmãos, a viver com alegria o Evangelho, uma vez que Deus se manifestou aos simples.