Uma equipe de 219 sacerdotes te comentam o Evangelho do dia
219 sacerdotes te comentam o Evangelho do dia
Meditando o Evangelho de hoje
Evangelho de hoje + homilía (de 300 palavras)
Depois de ouvirem estas palavras, receberam o Baptismo em nome do Senhor Jesus. Quando Paulo lhes impôs as mãos, o Espírito Santo desceu sobre eles e começaram a falar línguas e a profetizar. Eram ao todo uns doze homens. Paulo foi em seguida à sinagoga, onde falou com firmeza durante três meses, argumentando de modo convincente sobre o reino de Deus.
Os justos exultam na presença de Deus, exultam e transbordam de alegria. Cantai a Deus, entoai um cântico ao seu nome; o seu nome é Senhor: exultai na sua presença.
Pai dos órfãos e defensor das viúvas é Deus na sua morada santa. Aos abandonados Deus prepara uma casa, conduz os cativos à liberdade.
«Que tenham em si a minha alegria em plenitude»
Rev. D. Miquel SALÓ Casajuana (Sabadell, Barcelona, Espanha)Hoje, Jesus afirma que os discípulos O deixarão sozinho, mas acrescenta imediatamente que não está só, «porque o Pai está comigo» (Jo 16,32). Pai, Filho e Espírito Santo formam uma comunidade de amor. Do mesmo modo, também nós, os batizados, participamos desta comunhão de amor; nunca estamos sozinhos: «Precisamente porque nos ama, o Senhor não nos deixa sozinhos nas provações da vida: promete-nos o Paráclito, ou seja, o Advogado defensor, o “Espírito da Verdade”» (Leão XIV).
Podemos participar da vida divina em qualquer momento. Como criaturas, o Pai mantém-nos sempre no ser. Como batizados, podemos sempre participar da Inabitação da Santíssima Trindade em nós. Tem presente que podes sempre dirigir-te ao Senhor em qualquer lugar e circunstância. Esta relação com a Trindade alimenta-se especialmente nos sacramentos e deve manifestar-se na prática da caridade.
É necessário cuidar da relação com Deus para a tornar mais intensa e viva: participar nos sacramentos (especialmente, na Eucaristia e na Penitência), ter uma vida de maior intimidade através da oração, da leitura da Sagrada Escritura ou da prática da caridade, seguindo as obras de misericórdia. Ele vem ao nosso encontro; devemos acolhê-Lo na nossa pessoa.
Com o olhar posto na Ascensão e no Pentecostes, o Evangelho recorda-nos também que Cristo venceu a morte. Jesus Cristo ressuscitou verdadeiramente. Ainda estamos no tempo pascal. Jesus recorda-nos que Ele venceu o mundo (cf. Jo 16,33). Se compararmos isto com o mundo do desporto, seria como estar a jogar um jogo sabendo que já está ganho. Isto não significa que não haja perigos; não significa que não seja necessário esforçar-se. Apesar de ainda restar tempo de jogo e de haver suor e sofrimento, sabemos que a vitória é nossa.
Sempre pela mão de Maria! Ela está cheia do Espírito Santo, viveu uma vida de grande intimidade com Cristo, trouxe-O no seu seio durante nove meses, escutou-O ao longo dos anos e acompanhou os discípulos na receção do Espírito Santo no dia de Pentecostes.
Pensamentos para o Evangelho de hoje
«Durante todo este tempo entre a ressurreição do Senhor e a sua ascensão, a providência de Deus encarregou-se de demonstrar, insinuando-se nos olhos e no coração dos seus, que a ressurreição do Senhor Jesus Cristo foi tão real quanto o seu nascimento, paixão e morte» (São Leão Magno)
«Aqui nos interessa destacar o segredo da alegria insondável que Jesus traz consigo e que é sua. Se Jesus irradia essa paz, essa segurança, essa alegria, essa disponibilidade, é pelo amor inefável com que se sabe amado pelo Pai» (São Paulo VI)
«(…) A virtude da fortaleza dá capacidade para vencer o medo, mesmo da morte, e enfrentar a provação e as perseguições. Dispõe a ir até à renúncia e ao sacrifício da própria vida, na defesa duma causa justa. (...) ‘No mundo haveis de sofrer tribulações: mas tende coragem! Eu venci o mundo!’ (Jo 16, 33)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 1.808)
Outros comentários
«Mas tende coragem! Eu venci o mundo»
Rev. D. Jordi CASTELLET i Sala (Vic, Barcelona, Espanha)Hoje podemos ter a sensação de que o mundo da fé em Cristo se debilita. Existem várias notícias que vão contra a fortaleza que quereríamos receber de uma vida fundamentada integramente no Evangelho. Os valores do consumismo, do capitalismo, da sensualidade e do materialismo estão em voga e em contra de tudo o que suponha pôr-se em sintonia com as exigências evangélicas. Não obstante, este conjunto de valores e de formas de entender a vida não nos dão nem a plenitude pessoal nem a paz, mas apenas trazem mais mau estar e inquietude interior. Não será por isso que, hoje, as pessoas que vão pela rua enferrujadas, fechadas e preocupadas com um futuro que não vêm nada claro, precisamente porque o hipotecaram ao preço de um carro, de um apartamento ou de umas férias que, de fato, não se podem permitir?
As palavras de Jesus convidam-nos à confiança: «Eu venci o mundo» (Jo 16,33), quer dizer, pela sua Paixão, Morte e Ressurreição alcançou a vida eterna, aquela que não tem obstáculos, aquela que não tem limite e superou todas as dificuldades.
Os de Cristo vencemos as dificuldades tal e como Ele as venceu, apesar de na nossa vida também termos de passar por sucessivas mortes e ressurreições, nunca desejadas mas assumidas pelo próprio Mistério Pascal de Cristo. Por acaso não são “mortes” a perca de um amigo, a separação da pessoa amada, o fracasso de um projeto ou as limitações que experimentamos por causa da nossa fragilidade humana?
Mas «em tudo isso, somos mais que vencedores, graças àquele que nos amou» (Rom 8,37). Sejamos testemunhas do amor de Deus, porque Ele em nós «fez (…) grandes coisas» (Lc 1,49) e deu-nos a sua ajuda para superar todas as dificuldades, inclusivamente a da morte, porque Cristo nos comunica o seu Espírito Santo.