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Meditando o Evangelho de hoje

Evangelho de hoje + homilía (de 300 palavras)

4 de julho: Santa Isabel de Portugal
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Evangelho (Mt 25,31-40): Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos: «Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, ele se assentará em seu trono glorioso. Todas as nações da terra serão reunidas diante dele, e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. E colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos, à sua esquerda.

»Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! Pois eu estava com fome, e me destes de comer; estava com sede, e me destes de beber; eu era forasteiro, e me recebestes em casa; estava nu e me vestistes; doente, e cuidastes de mim; na prisão, e fostes visitar-me’.

»Então os justos lhe perguntarão: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Com sede, e te demos de beber? Quando foi que te vimos como forasteiro, e te recebemos em casa, sem roupa, e te vestimos? Quando foi que te vimos doente ou preso, e fomos te visitar?’. Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade, vos digo: todas as vezes que fizestes isso a um destes mais pequenos, que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes!’».

«Foi a mim que o fizestes!’»

Rev. D. Antoni CAROL i Hostench (Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)

Hoje alegramo-nos com a santidade de uma rainha da Baixa Idade Média (sécs. XIII-XIV), santa Isabel de Portugal. Foi baptizada com o nome de Isabel em memória e homenagem à sua tia-avó, santa Isabel da Hungria (1207-1231).

Mesmo com a distância temporal e geográfica, chamam a atenção os paralelismos de vida santa entre estas duas mulheres: entregues em matrimónio desde muito jovens, mas heroicamente fiéis ao compromisso conjugal; piedosas e fiéis a Deus no meio de ambientes cortesãos; inclinadas —pessoalmente— ao cuidado dos mais pobres e marginalizados, com muitas obras de caridade, realizadas com magnificência, aproveitando a sua posição social.

Isabel de Portugal pôde escutar as palavras do “Rei dos reis”: «Em verdade vos digo: sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes» (Mt 25,40). Ela fundou hospitais, albergues e mosteiros. A sua corte tornou-se um centro de caridade cristã, e era comum que ela própria —pessoalmente— distribuísse esmolas e alimentos.

Uma das virtudes mais notáveis de Isabel foi o seu papel como “mediadora da paz”. «A caridade é paciente, a caridade é prestável, (…) não procura o seu próprio interesse, não se irrita, não guarda ressentimento» (1Cor 13,4-5): até à velhice, Isabel foi uma pacificadora incansável. Numa época em que as disputas dinásticas, territoriais e políticas eram constantes, ela actuou repetidas vezes como instrumento de unidade, desactivando confrontos, mesmo quando as guerras envolviam o seu esposo ou o seu filho.

Santa Isabel é merecedora do elogio de Jesus aos que promovem a paz: «Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus» (Mt 5,9). O elogio é belo, mas alcançá-lo é árduo e apoia-se na amizade com o Senhor. Nas palavras do papa Leão XIV, «a unidade pela qual Jesus reza é uma comunhão fundada no mesmo amor com que Deus ama. E, como tal, é antes de tudo um “dom” que Jesus traz consigo». Isabel, imersa no sempre complicado ambiente da corte, com a sua piedade habitual, soube “cortejar” o principal Autor da paz: o Espírito Santo.